quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

CINCO PLANETAS ALINHADOS A OLHO NU PELA PRIMEIRA VEZ

Pela primeira vez desde 2005, seremos capazes de ver cinco planetas (Júpiter, Marte, Saturno, Vênus e Mercúrio) a olho nu de uma só vez.
Este alinhamento é um evento razoavelmente raro. Todos os planetas têm diferentes rotações ao redor do sol, de forma que vê-los em uma só linha é “algo que vale a pena”, de acordo com o Dr. Alan Duffy, da Universidade Swinburne em Melbourne, Austrália.
O fenômeno vai durar um mês. De hoje, 20 de janeiro, até 20 de fevereiro, será possível apreciar os cinco objetos espaciais no céu, entre o horizonte e a lua.
Como observá-los
Duffy explica que os planetas mais fáceis de serem vistos são Vênus e Júpiter. Mercúrio representa o maior desafio, porque estará muito próximo ao horizonte e ficará facilmente “escondido”.
Em ambos os hemisférios norte e sul, o melhor momento para ver os cinco planetas juntos é pouco antes do amanhecer. No entanto, é preciso procurar um local aberto com céu suficientemente escuro, coisa praticamente impossível de se encontrar em áreas urbanas. 

Assim suas melhores chances de observar o alinhamento incomum é ir para uma área remota com pouca luz.  Em seguida oriente-se a partir da lua e procure Jupíter, o primeiro da fila e um dos mais brilhantes.

domingo, 10 de janeiro de 2016

A ATUAÇÃO DA FORÇA MICAÉLICA NA BIOGRAFIA INDIVIDUAL

 
Na Biografia individual Micael pode ser considerado uma força arquetípica que impulsiona o nosso amadurecimento anímico: é a coragem de viver, coragem de ser e coragem de reconhecer a essência divina em nós.
Micael nos acompanha ao longo da biografia, preparando o caminho para o adentrar na alma do Eu Superior. Em cada fase da vida, Micael escolhe um semblante diferente e atua de forma distinta.

Fase dos 21 aos 28 anos

O impulso micaélico está presente no calor das emoções, despertando no íntimo a vontade de viver.
Nos mobilizamos em direção ao mundo externo, e impulsionados pelas sensações; nos identificamos com o que está fora de nós, nos apaixonamos a ponto de perder a identidade.
Buscamos um lugar no mundo, buscamos reconhecimento. Assumimos papéis, e apesar de termos uma tremenda opinião própria, os nossos pensamentos são, em grande parte inspirações do mundo exterior.
Os altos e baixos da vida emocional, típicos desta fase representam o dragão que temos que dominar. O Eu é um equilibrista na corda bamba das nossas simpatias e antipatias; amamos sem medidas e odiamos sem discernimento. Voamos às alturas quando recebemos um elogio e despencamos para o fundo do poço ao ouvir uma crítica.
Abrir mão de um ponto de vista significa abrir mão de si mesmo.
O Eu vagueia nas sensações que o mundo externo desencadeia na vida interna. Éxperimentamos o mundo, e atravessamos a fase da vida em que a força  micaélica reside nesta enorme abertura que temos para o mundo. É o prazer de viver, de estarmos ainda, intimamente, ligados à Criação. Somos parte do Todo e o céu é o nosso limite.

Fase dos 28 a 35 anos

Começa a luzir na alma o pensar próprio. Aprendeu-se muito através dos altos e baixos da juventude. A relação com o mundo externo é principalmente através da atividade intelectual autônoma – a espada é a força intelectual.
Agora sim, sou eu que produzo meus próprios pensamentos, sou eu quem pensa o mundo. Disseca-se a rosa para entender sua perfeição, porém relega-se a beleza, perfume e essência da flor.
A partir dos 28 anos, a vida é planejada, as ações são estratégicas e os objetivos definidos. O lugar no mundo precisa ser agora consolidado: família, profissão, bens materiais – o que importa são  resultados!
Aos 33 anos, alcançamos vitoriosos a  curva da vitalidade. Entretanto, transposto este Arco do Triunfo, uma significativa batalha vem pela frente..
A “queda” no mundo material -  própria desta fase – fez com que internamente algo morresse. Valores antigos foram postos de lado, muitos sentimentos foram ignorados, ideais de adolescência ficaram enterrados nas profundezas da alma. A vivência desta morte pode, neste momento, tornar-se insuportável.
O sentimento de estar enterrado vivo no casamento, no emprego, nos compromissos é um parceiro constante. É comum nesta época, perdas afetivas significativas ou doenças agudas. O sentir encontra-se enclausurado pelo pensar dirigido tão só ao mundo físico sensorial.
Este tipo de pensar racional, representa o dragão, do qual temos que nos libertar. Ansiamos por liberdade e o mundo frio de nosso pensar abstrato e lógico só poderá ser preenchido pelo calor dos sentimentos qu, de um lado se manifestam–se como impotência, desalento, mas por outro lado mostram-se  como solidariedade, renovação da confiança, e da esperança. Dentro da alma intelectual individualizada pode desabrochar pouco a pouco uma qualidade de pensar amplo, vivo e criativo: a força micaélica liberta o pensar da região da cabeça levando-o de volta ao coração.
Temos a chance de renascer – não sem ter lutado muito.
Fase dos 35 aos 42 anos
Aqui, Micael começa a viver, como força ativa, dentro da alma pensante. Começamos a enxergar o essencial no mundo que nos rodeia e o pensar factual, conquistado nos bancos duros da universidade, começa  a se tornar, conhecimento espiritual. Começamos a vislumbrar que cultivando este pensar criativo seremos orientados a respeito do caminho individual a ser percorrido.
As percepções espirituais a respeito de nós mesmos e das coisas que na juventude eram inspiradas das alturas são reencontradas pelo livre querer, na vida interior.  Adquirimos discernimento, aprendemos a ler nas entrelinhas, aprendemos com os erros. Começamos a dar ouvido à voz interna:
O que isso tem a ver comigo? É isso que eu quero para mim? É este marido, esta mulher, este trabalho, esta qualidade de vida?
Tudo o que anteriormente nos dava sustentação tais como, reconhecimento, status, segurança material e afetiva, começa a diminuir de importância . Almejamos a autonomia de ser, queremos fazer nossas próprias escolhas. É insuportável viver como um autômato, preso na rotina da vida.
A espada é a capacidade de agir conscientemente. Entretanto, lidamos diariamente com o medo do desconhecido, da solidão, das mudanças, medo dos outros. E sofremos com as contradições entre o que nos tornamos, isto é, as caricaturas  que encenamos, e o que em essência, somos.
A crise da meia idade é uma crise de autenticidade e faça chuva ou faça sol a nossa sombra nos acompanha. Nesta sombra vive o dragão que guarda o limiar do nosso auto desenvolvimento e nos cobra diariamente o que temos que transformar em nós.  A força micaélica nesta fase é a coragem que convoca o coração como órgão da vida, a ser fiel a si mesmo.
Esta é uma fase na qual nos tornamos bastante seletivos. Selecionamos pessoas, situações. Corremos o risco de cair no egocentrismo. Se deixarmos de reconhecer  o amor e apreciar a beleza e a verdade que existem no mundo, a vida interior corre o risco de resssecar. Tornamo-nos pessoas endurecidas, descrentes e preconceituosas. Se mantivermos acesa a chama da veneração pelo ainda desconhecido, as forças vitais  revivem continuamente dentro da alma como pensamentos lúcidos e forças luminosas, de modo que podemos nos referir ao nosso Eu interno como a um Sol Interior. Autoconsciência é isso.

A etapa do desenvolvimento espiritual – Dos 42 aos 63 anos

Com a renascença uma nova era se iniciou. E a humanidade como um todo cruzou o limiar para um novo estado de consciência. As vivências e desafios descritas na fase anterior tornaram-se epidêmicas.
Em meio a tantas imagens diárias de um futuro ameaçador, anseia-se por uma direção espiritual que renove o entusiasmo cotidiano pela existência. Atualmente assistimos a um verdadeiro renascimento pela busca espiritual.
A partir dos 42 anos o conhecimento que adquirimos ao longo da vida e que com todos os nossos esforços, dores e alegrias, se tornou conhecimento próprio, pode ser de novo, universalizado.
A sabedoria humana que é patrimônio de todo indivíduo, pode ser uma ponte com o mundo espiritual. Podemos nos tornar co-responsáveis com Micael pela evolução da humanidade. Isto nos dá a dimensão da grandeza espiritual desta época da vida.
Simultaneamente aos cuidados que se fazem necessários com a saúde, qualquer esforço no sentido do auto desenvolvimento, contribui diretamente com o desenvolvimento da humanidade.
Isto significa que não podemos abrir mão do próprio desenvolvimento mesmo porque, as questões internas, nesta etapa tornam-se ainda mais essenciais: qual é o sentido da minha vida, qual é especificamente a minha missão, porque encontro-me nesta situação?

Entre os passos para um desenvolvimento saudável nesta etapa da vida ,podemos considerar:

Entre 42 e 49 anos

O pensar pode se tornar um órgão que enxerga a atuação das forças criativas no mundo.
Desenvolvemos uma visão global e sensibilidade para o que é preciso ser feito. Podemos retomar valores que se revestem de um novo significado e desenterrar ideais que dão à vida uma nova razão de ser.

Entre 49 e 56 anos

O sentir pode nos transmitir aquela certeza interior que não é abalada por nada. Se ouvirmos atentamente a voz do coração, desenvolveremos um sentido de fazer o que é essencial e não nos desgastarrmos querendo fazer tudo. Dispomos de um projeto de vida pessoal. Em qualquer situação encontramos o lugar próprio.

A partir de 56 anos

Podemos transformar o nosso querer em intuição. Isto não significa um sentimento vago sobre algo, mas sim conseguir perceber claramente onde realmente, eu faço falta. É a força interior que me faz reconhecer nas questões mais corriqueiras que eu sou um instrumento de elevadas forças espirituais.
Esta etapa da biografia abarca a essência da força micaélica.
A missão de Micael é ajudar o ser humano a reconhecer e confirmar a atuação de seres espirituais na sua vida. O preenchimento do destino humano é ao final da vida o renascimento espiritual de seu ser.
E a comemoração anual de Micael é a celebração do ideal mais antigo da evolução humana: o anseio pela fraternidade e pelo amor que vivem no íntimo de cada ser humano.
Edna Andrade
http://www.antroposofy.com.br/wordpress/a-atuacao-da-forca-micaelica-na-biografia-individual/

EUA ADOTAM BASE JURÍDICA PARA “FEBRE DO OURO ESPACIAL”


Os Estados Unidos podem abrir caminho para um nova “febre do ouro” com a aprovação da lei para a exploração de recursos obtidos no espaço, embora a princípio com foco no cinturão de asteroides de nosso sistema solar.
Como ocorreu no final do século XIX, quando os legisladores de Washington firmaram a base legal para a corrida do ouro que já estava em andamento na Califórnia, as autoridades americanas abriram caminho para o estímulo da mineração espacial.
No fim de novembro, o presidente americano, Barack Obama, assinou a chamada “Lei do Espaço” para promover a exploração privada do espaço, algo que já começou a ser realizado por empresas como SpaceX e Orbital ATK com missões de carga à Estação Espacial Internacional e planos além da orbita terrestre.
A lei inclui um último artigo que permitiria a apropriação de asteroides e outros “recursos espaciais” por parte de pessoas físicas e empresas, desde que consigam a tecnologia para se deslocar e explorar esses corpos celestes ricos em minerais como platina, ouro, ferro e água.
O último artigo da lei pede que o governo não interfira na exploração mineradora espacial e deixa claro que quem for capaz de recuperar recursos de um asteroide tem o direito de “possui-lo, transportá-lo, usá-lo e vendê-lo”.
Além disso, os Estados Unidos não se reservam direitos de soberania, algo proibido pelo Tratado Internacional do Espaço Exterior e que, em princípio, não é impedimento para que todo aquele com a ousadia suficiente ponha seu nome em um asteroide.
Empresas que desenvolveram projetos de mineração de asteroides, como a Planetary Resources e a Deep Space Industries, comemoram a aprovação desta legislação que esclarece o marco legal para um negócio que pode ser extremamente rentável e lançar uma febre do ouro em nível espacial.
“Dentro de muitos anos se verá a aprovação desta lei como o momento da história que representou um avanço em nosso caminho para nos transformamos em uma espécie multiplanetária”, declarou em comunicado o copresidente da Planetary Resources, Eric Anderson.
Estas companhias criadas em nome de um sonho estão investindo dinheiro e tempo em desenvolver sondas capazes de se aproximar de um asteroide e explorar seus recursos, em alguns casos tirando-os de sua órbita.
As possibilidades da exploração de asteroides são inumeráveis e vão desde a possibilidade de explorar quantidades inesgotáveis de metais preciosos a apoiar logisticamente colônias humanas na Lua ou em Marte com combustível, água ou outros materiais.
Corpos rochosos que orbitam a Terra ou se acumulam no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter podem ser fonte de riquezas quase inesgotáveis, com a água como principal atrativo para a vida além da superfície terrestre.
Um só asteroide de 500 metros cúbicos pode conter toda a platina obtida de minas terrestres em toda a história ou ter um preço de mercado de centenas de bilhões de dólares, segundo estimativas.
A Planetary Resources, com acionistas de Vale do Silício e assessorada pelo cineasta e explorador James Cameron, já começou a iniciar ambiciosos projetos para visitar asteroides e estudar sua composição com o objetivo a longo prazo de realizar operações de mineração e se transformar em uma rede de “postos de gasolina do espaço”.
“É possível que possamos transportar água e combustível a altitudes como a da Estação Espacial Internacional a custo mais baixo que o de levá-los a partir da superfície da Terra”, explicou o cientista-chefe da Deep Space Industries, John Lewis, em entrevista à Fundação Smithsonian.
Apenas a água, que missões como a europeia Rosetta confirmaram que existe em grandes concentrações em cometas e asteroides, poderia ser a origem de um negócio “trilionário”, segundo a Planetary Resources.

A água é uma espécie de “petróleo” da futura vida espacial, já que, através de processos de hidrólise, será possível obter hidrogênio e oxigênio que impulsionaria foguetes, alimentaria satélites e sustentaria a vida de exploradores espaciais fora da Terra. (Fonte: Terra)

AUTO ESTRADAS NAS GALÁXIAS


Um cientista português concluiu que os filamentos, como que «autoestradas», existentes em todo o universo são importantes para a formação e evolução das galáxias, acelerando o seu processo de desenvolvimento, conhecimento que abre uma nova área de investigação.

Este trabalho «permitiu, pela primeira vez, perceber que os filamentos são altamente importantes para a maneira como as galáxias evoluem, basicamente aceleram o processo de evolução de uma galáxia», disse esta terça-feira à agência Lusa David Sobral, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA), da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e do Observatório de Leiden.

«Estes filamentos são estruturas gigantes que achamos que existem por todo o universo, à maior escala possível, são feitos sobretudo de matéria escura e esta organiza-se em estruturas, em 'enxames' de galáxias, pontos muito densos e outros menos densos», explicou o investigador.

A ligar os vários 'enxames' de galáxias existem estes filamentos gigantes, uma espécie de 'autoestradas' que ligam as várias 'cidades' do universo.

Os cientistas queriam perceber como a estrutura cósmica, a rede cósmica, e em particular os filamentos que a compõem, podiam ou não afetar a maneira como as galáxias, como a Via Láctea, se formam e evoluem.

«Parece que estes filamentos são muito importantes para transformar galáxias relativamente saudáveis, como a nossa, em galáxias mortas, à medida que vão, talvez, sendo contidas pelos filamentos até chegarem aos centros destas grandes 'cidades'», referiu o cientista que faz parte do grupo de investigadores, das universidades de California, Edimburgo e Durham, responsáveis pelo trabalho, agora publicado no Astrophysical Journal.

Os filamentos ligam zonas do universo em que 'residem' centenas de milhões de galáxias, num volume muito pequeno, e estes 'enxames', grandes 'metrópoles', são muito distantes, mas são ligadas por megafilamentos, especificou.

David Sobral apontou que as galáxias que estão nas cidades «são sobretudo mortas, têm muito pouca atividade, com muitas estrelas, mas tiveram toda a sua atividade no passado».

As galáxias que se formam nos filamentos, «ao terem uma evolução acelerada, gastam muito mais rapidamente o combustível, formam mais estrelas, e quando chegam às 'cidades' já têm muito pouco combustível para continuar a formar estrelas e, daí, a probabilidade de se apresentarem como mortas aos nossos olhos», relatou o cientista.

O trabalho do grupo de David Sobral, que «abre uma nova área de investigação», utilizou dados dos melhores telescópios do mundo.

«Enquanto antes estávamos apenas concentrados em olhar para galáxias em 'cidades' e galáxias no 'campo' [ambientes muito pouco densos], apercebemo-nos o quão relevante é esta espécie de densidade intermédia, sobretudo porque é uma coisa global que existe em todo o universo, esta rede cósmica», realçou.
 

GALÁXIA CR-7 MAIS BRILHANTE JÁ ENCONTRADA


Uma equipe de astrofísicos, coordenada pelo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço da Universidade de Lisboa, encontrou a galáxia mais brilhante já registrada. A descoberta foi batizada de CR-7, em homenagem ao jogador português Cristiano Ronaldo.

"[Escolhemos o nome] por ser também uma galáxia verdadeiramente extraordinária. E a descoberta das estrelas coincidiu com o terceiro prêmio Bola de Ouro do Ronaldo", conta o líder da pesquisa, David Sobral.

A galáxia CR-7 é formada por estrelas de terceira geração, formadas cerca de 800 milhões de anos após o Big Bang, algo considerado bastante próximo da origem do Universo, hoje com 13,7 bilhões de anos. Encontrar estas estrelas compostas de hidrogênio e hélio é algo extremamente difícil.

Em uma rápida olhada na tabela periódica, percebemos que esses dois elementos - hélio e hidrogênio - estão no topo e foram os primeiros a serem formados. "Essas estrelas literalmente inventaram a tabela periódica e a química, pois formaram os elementos pesados pela primeira vez quando explodiram, no final das suas vidas, como super-novas", diz Sobral. As estrelas mais novas, como o nosso Sol, estão no grupo da primeira população. A presença de metais pesados é bastante significativa na sua composição química. 

O pesquisador compara o uso do telescópio a uma máquina do tempo. "Estamos literalmente vendo a CR-7 tal como ela era há 12,9 bilhões de anos. Cada uma das estrelas na zona mais brilhante da galáxia, tem um brilho que deve ser cerca de 1 a 10 milhões de vezes maior do que o Sol. Por isso é tão brilhante", diz.

A primeira evidência da galáxia foi encontrada em novembro de 2014, com dados do telescópio Subaru, no Havaí. A imagem impressionou os astrofísicos que em seguida solicitaram o uso do telescópio VLT, localizado no Chile, e do Keck, também no Havaí. As medições foram repetidas em diferentes telescópios, e com diferentes instrumentos no mesmo telescópio. No fim, os dados do telescópio espacial Hubble confirmaram a descoberta.

Sobral diz que após a descoberta da Himiko, até então considerada a galáxia mais brilhante, a maioria das pesquisas está voltada para pequenas áreas de Universo e o experimento coordenado por eles fez o caminho oposto, o de mapear as grandes áreas.

Juliana Passos
Do UOL, em São Paulo

AUTO ESTRADAS DO COSMO


Ao utilizar os melhores dados disponíveis para monitorar o tráfego em nossa vizinhança galáctica, Noam Libeskind do Instituto Leibniz de Astrofísica de Potsdam (AIP) e seus colaboradores criaram um mapa detalhado de como as galáxias se nas proximidades.Nela, eles descobriram uma ponte de matéria escura que se estende desde o nosso grupo local todo o caminho para o aglomerado de Virgem - uma enorme massa de cerca de 2.000 galáxias aproximadamente 50 milhões de anos-luz de distância mostradas acima, que é ligado em ambos os lados por vastos bolhas completamente desprovidas de galáxias. Esta ponte e esses vazios nos ajudar a entender um problema velho 40 anos em relação à distribuição curiosa de galáxias anãs.

Estas galáxias anãs são freqüentemente encontrados swarming anfitriões em torno maiores, como a nossa Via Láctea. Uma vez que eles são fracas são difíceis de detectar, e são, portanto, encontrada quase exclusivamente em nossa vizinhança cósmica. Um aspecto particularmente fascinante de sua existência é que perto da Via Láctea e pelo menos dois dos nossos vizinhos mais próximos - as galáxias de Andrômeda e Centaurus A - estes satélites não basta voar ao redor aleatoriamente, mas em vez disso são compactados para grande, plana, possivelmente fiação, aviões. Essas estruturas não são um resultado ingênuo do modelo da Matéria Escura Fria que a maioria dos cosmólogos acreditam que é responsável pela forma como o universo forma galáxias. Estas estruturas são, portanto, um desafio para a doutrina actual.
Uma possibilidade é que essas pequenas galáxias ecoar a geometria da estrutura em escalas muito maiores: "Esta é a primeira vez que tivemos verificação observacional de que as grandes rodovias super-filamentosos estão canalizando galáxias anãs em todo o cosmos ao longo magníficas pontes de matéria escura", diz Libeskind. Este cósmica "super auto-estrada" dá os satélites excesso de velocidade uma rampa ao longo do qual eles podem ser transferidos para a Via Láctea, Andrômeda e Centaurus A.
"O fato de que esta ponte galáctico pode afetar as galáxias anãs em torno de nós é impressionante, dada a diferença de escala entre os dois: os planos de anões são em torno de um por cento do tamanho da ponte galáctico para Virgo".
Os temas principais do Instituto Leibniz de Astrofísica de Potsdam (AIP) são campos magnéticos cósmicos e astrofísica extragaláctica. Uma parte considerável dos esforços do instituto visam o desenvolvimento da tecnologia de pesquisa nas áreas de espectroscopia, telescópios robóticos, e e-ciência.
A AIP é o sucessor do Observatório de Berlim fundada em 1700 e do Observatório Astrofísico de Potsdam fundada em 1874. O último foi o primeiro observatório do mundo para enfatizar explicitamente a área de astrofísica pesquisa. Desde 1992, a AIP é um membro da Associação Leibniz.

Publicação: Noam Libeskind et al. "Planos de galáxias satélites ea rede cósmica" no Monthly Notices da Royal Astronomical Society e no arXiv.
O Galaxy diário via A AIP
Crédito da imagem: Aglomerado de Virgem, 1080plus.com

MISTERIOSO ALINHAMENTO CÓSMICO

 
Novas observações feitas utilizando o  VLT (Very Large Telescope) do ESO, no Chile, revelaram alinhamentos nas maiores estruturas já descobertas no Universo. Uma equipe de pesquisadores descobriu que os eixos de rotação dos buracos negros centrais supermassivos e os quasares encontram-se paralelos entre si ao longo de distâncias gigantescas, ou até inimagináveis, de bilhões de anos-luz. Outra descoberta muito curiosa é que os eixos de rotação desses quasares tendem a alinhar-se com as grandes estruturas de rede cósmica.

Os quasares são núcleos galáticos onde existem buracos negros supermassivos altamente ativos, e esses buracos negros estão rodeados de discos de matéria extremamente quente, em alta rotação, que muitas vezes é ejetado na direção de seus eixos de rotação. O brilho dos quasares é tão alto que ele pode ser mais intenso do que todas as estrelas da galáxia onde se encontram.

Uma equipe liderada por Damien Hutsemékers da Universidade de Liège, na Bélgica, utilizou o instrumento FORS, do VLT, para estudar 93 quasares que supostamente formavam grandes grupos espalhados ao longo de bilhões de anos-luz,  quando o Universo tinha cerca de um terço da sua idade atual.
Concepção artística com detalhes incríveis da “Estrutura em Larga Escala”, onde a distribuição de matéria escura aparece em azul e a distrinuição de gás em laranja. Essa simulação mostra o estado atual do Universo, num aglomerado de galáxias massivo.  Essa região tem uma dimensão de 300 milhões de anos luz.  Créditos: Illustris Collaboration
 
Quando os astrônomos observaram a distribuição dessas galáxias em escalas de bilhões de anos-luz, perceberam que os objetos não se encontram uniformemente distribuídos, e que na verdade eles formam uma rede cósmica de filamentos e nós, em torno de enormes vazios onde as galáxias são mais escassas. Este arranjo de matéria é conhecido como estrutura em larga escala.

Os novos resultados do VLT indicam que os eixos de rotação dos quasares tendem a posicionar-se paralelamente às estruturas de larga escala, ou seja, se os quasares se encontram num filamento comprido, os buracos negros centrais apontarão na direção do filamento. Os pesquisadores estimam que a probabilidade destes alinhamentos serem simplesmente uma coincidência é menor do que 1%.

A equipe não conseguiu observar de forma direta os eixos de rotação  ou os jatos dos quasares, mas mediram a polarização da radiação emitida por cada quasar, e para cada 19, foi encontrado apenas um sinal polarizado negativo.


Duas estrelas estão em rota de colisão com nosso Sistema Solar, afirmam cientistas

A direção desta polarização, combinada com outras informações, possibilitou a dedução do ângulo do disco de acreção e a direção do eixo de rotação de cada quasar.

Novas observações deverão ser feitas a fim de encontrar um indicatório ainda mais preciso sobre esses estranhos alinhamentos cósmicos, que até o momento não têm explicação.

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